RIO – Com os Jogos de 2016 já garantidos, o Rio está de olho agora no direito de sediar o maior evento de negócios do mundo. O prefeito Eduardo Paes disse nesta terça-feira que a cidade é candidata à organização da Expo Mundial 2020, como forma de incrementar o turismo de negócios na cidade. O projeto ainda está em fase de detalhamento e será acelerado depois que o Rio participar como observador (com estande no pavilhão do Brasil) da Expo Xangai, de maio a outubro de 2010. A estimativa é que o evento na China tenha participação de 200 países e público de 70 milhões.
- A Expo Mundial no Rio é a próxima meta. Trata-se do terceiro maior evento do mundo, depois da Copa do Mundo e das Olimpíadas – disse Paes.
O Rio é hoje o segundo pólo de turismo de negócios do país, perdendo apenas para São Paulo. No ano passado, foram realizados 128 eventos na cidade, entre feiras, congressos e exposições. A estimativa da Riotur é que este ano chegue a 200 eventos. A cidade está na lista das 15 mais procuradas no mundo para a realização de congressos, segundo dados da International Congress and Convention Association (ICCA).
As regras para a organização das Expos são feitas pelo Bureau International de Expositions (Oficina Internacional de Exposições). Trata-se de uma organização internacional intergovernamental, com sede em Paris. Geralmente, os governos aproveitam as Expos para revitalizar áreas degradadas das cidades ou incrementar atividades econômicas. As feiras não são comerciais, mas temáticas: a partir do conceito proposto, os países apresentam seus projetos como forma de reforçar suas imagens.
Em 2015, o evento será em Milão, na Itália. O evento guarda alguma semelhança com as Olimpíadas. Um colégio eleitoral vota para escolher o melhor projeto e a cidade também deve apresentar um plano de legado. O evento tem até mascotes.
Lisboa, que promoveu a Expo em 1998, por exemplo, escolheu uma área degradada de sua faixa litorânea para revitalizá-la com o evento. Hoje, o espaço abriga o shopping Vasco da Gama, com estação de metrô na porta, e um complexo de bares, restaurantes e áreas verdes. Na Alemanha, a feira de Hanover (2000) reuniu 171 países e a área se transformou um novo pólo de tecnologia, design e exposições. Em Sevilha (1992), a infraestrutura foi aproveitada para criar o parque tecnológico Cartuja 93 e o parque temático Isla Mágica. Outros prédios viraram escritórios e residências universitárias.
fonte: Isabela Bastos e Luiz Ernesto Magalhães